
Ecos do Restelo Especial I - Estágio 2007: entrevista com Nicolas Muñuz.
A bola já roda em Sintra, naquele que foi o primeiro dia de trabalhos do estágio 2007 do Belenenses.
O Belém até Morrer assistiu à sessão de treinos da manhã (à qual regressaremos na Edição da Noite), e esteve à conversa, já no hotel, com o novo reforço azul, Nicolas Muñuz. O internacional panamiano – o terceiro a vestir as cores do Belenenses depois de Garcés e Gabriel Gomes – vem rotulado enquanto goleador, mas vai ter que enfrentar uma concorrência muito grande para ter um lugar entre os eleitos de Jesus.
Foi precisamente com os seus colegas de selecção que a conversa teve início. Nicolas Muñuz referiu-se ao seu compatriota e colega de selecção Gabriel Gomez, confidenciando que havia falado com ele “acerca de alguns detalhes que tenho que ter em conta”. Em relação ao outro panamiano que actuou em Belém, também seu colega de selecção, Muñuz afirmou “que falei com Garcés no decorrer da Gold Cup, e ele disse-me que jogar no Belenenses seria uma grande oportunidade, que é uma equipa muito boa, com bons jogadores e também por isso resolvi vir.”
Sendo Nicolas um goleador, foi com naturalidade que surgiu a pergunta: “Quantos golos esperas marcar?”
Humilde e simultaneamente cauteloso, o novo reforço azul referiu “que nunca prometo golos mas sim muito trabalho”, acrescentando esperar “que o campeonato comece para tentar marcar o máximo de golos possíveis e assim ajudar a equipa”.
O facto do Belenenses ir disputar as competições europeias não passou ao lado do panamiano, considerando o jogador “ser muito importante disputar a taça UEFA. A competição é uma oportunidade muito boa para mim e para todos os jogadores. Esperemos passar a primeira eliminatória e chegar à fase de grupos.”
Nicolas só agora conheceu o seu treinador, Jorge Jesus, mas não deixou de afirmar que o timoneiro da nau azul havia tido uma conversa com ele no dia em que havia chegado a Portugal: “disse-me o que significa jogar nesta casa, e o que espera de mim. Vou acatar os seus pedidos da melhor maneira para assim poder ganhar a sua confiança.” Especificando, Nicolas avançou que Jesus lhe pediu “para jogar nas alas e para ter sempre muita mobilidade, algo que eu vou procurar fazer da melhor maneira.”
À pergunta “a barreira linguística foi uma dificuldade no treino”, o novo avançado azul respondeu “que pouco a pouco irá aprendendo”, sendo difícil “quando o treinador fala muito rápido”. Ainda assim Nicolas disse compreender português relativamente bem, não sendo a língua um problema.
Já a carga física a que foi sujeito, juntamente com os seus novos colegas, revelou-se complicada “porque o esforço a que fomos sujeitos é tremendo. O ritmo na América do Sul é mais pausado, aqui é um pouco mais rápido…” Não obstante, Nicolas considera “que isso não será um problema porque a velocidade é um dos meus pontos fortes.”






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