Nova vitória azul: 4-0 sobre o Sintrense

O Belenenses venceu o Sintrense por 4 bolas a zero, naquele que foi o segundo jogo azul da pré-época.
Ao contrário do que havia sucedido frente à equipa do sindicato de jogadores, Jorge Jesus apostou num 11 que se encontra muito perto do ideal - isto tendo em conta as ausências de jogadores importantes como Dady.

Assim, nos primeiros 45 minutos, o timoneiro da nau azul fez alinhar Marco Gonçalves, Rolando, Gonçalo Brandão, Rodrigo Alvim e Cândido Costa no sector defensivo; Ruben Amorim, Hugo Leal, Silas e Zé Pedro no meio-campo; estando o ataque entregue a dois novos reforços: Roncatto e João Paulo Oliveira.

O novo 4x4x2 de Jesus significou portanto o recuo de Amorim para médio mais defensivo, sendo a sua posição da época passada ocupada por Hugo Leal. Zé Pedro abandonou o centro do terreno actuando do lado esquerdo do meio-campo, ocupando Silas terrenos semelhantes mas do lado direito.

A ausência de verdadeiros alas foi compensada com a mobilidade dos 2 avançados - e pelo jogo ofensivo dos laterais -, apesar de João Paulo Oliveira se revelar ainda um pouco preso de movimentos - o brasileiro parece-nos ser um jogador mais de área, tendo sempre algumas dificuldades quando se tratava de conduzir o esférico.

Espectáculo dentro do espectáculo, Jorge Jesus nunca se cansou de dar indicações aos jogadores, sendo precisamente João Paulo Oliveira um dos mais visados.

Mas como tantas vezes sucede, foi um jogador que estava apagado a marcar, neste caso João Paulo Oliveira. O brasileiro respondeu bem a um centro oriundo da direita, cabeceando com êxito para o fundo das malhas. O jogo encontrava-se a meio da primeira parte. Antes, já Rodrigo Alvim, um dos melhores em campo, havia disparado um remate fulminante a cerca de 25 metros da baliza que esbarrou com violência no posto esquerdo dos da casa.

Cerca da meia hora foi a vez de Roncatto introduzir o esférico na baliza adversária, golo anulado por uma pretensa bola na mão do brasileiro.

Pouco depois, Jesus faz sair das 4 linhas João Paulo Oliveira, substituido pelo mais recente reforço azul, Nicolas Muñuz. A velocidade e técnica do internacional panamiano revolucionou o jogo azul, ficando todos os presentes impressionados pela qualidade do seu jogo. Extremamente móvel, enchendo o campo, Nicolas parecia se encontrar em todo lado, ora à direita, ora ao centro do ataque. Quase inevitavelmente, foi o pequeno jogador a facturar após acorrer oportuno a uma bola que o guarda redes local havia defendido para a frente.

Inclusive Jorge Jesus parece ter ficado impressionado com a qualidade de Nicolas, sendo frequentes os elogios ao novo reforço azul. De resto, e com apenas 3 dias de trabalho junto dos seus novos colegas, o panamiano apresentou-se logo no primeiro teste como forte concorrente a um lugar no 11.

Nos segundos 45 minutos verificou-se a habitual revolução das equipas, tendo o Belenenses ganho um central inesperado: nada mais nada menos do que... Ruben Amorim. De facto, Jesus ao intervalo deixou Rolando de fora, sendo o central internacional sub-21 substítuido pelo centro campista. As alterações na defesa ocorreram igualmente nas laterais, tendo entrado o junior Carlos Alves e também Amaral.

Gabriel Goméz assumiu a posição de médio mais recuado, alinhando ainda Sandro Moreira, Rafael Bastos, Fernando e Mendonça. O centro do ataque continuou estregue a Nicolas Muñuz. O panamiano continuou a impressionar, sendo a sua mobilidade um verdadeiro quebra cabeças para a defesa sintrense. Sem medo de assumir o jogo quando assim se exigia, o veloz Nicolas revelou novamente ter grande poder de drible no últimos 20 metros, não deixando todavia de jogar simples, ao primeiro toque, quando as circunstâncias de jogo impunham triangulações rápidas.

Não obstante o jogo ter baixado a qualidade na segunda parte, outro panamiano, Gabriel Goméz, actuou em bom nível. O médio defensivo é forte a defender e sempre oportuno quando se trata de lançar novo ataque - em variadas ocasiões Gabriel mostrou o seu passe comprido com acerto, caracteristica muito útil quando se trata de fazer evoluir o jogo do meio campo defensivo para o ataque.

Outro jogador em destaque foi Fernando, saindo dos pés do brasileiro o terceiro golo da manhã: conclusão eficaz pela esquerda após um rápido contra-ataque.

O quarto e último golo do jogo coube - tal como havia sucedido nos primeiros 45 minutos, aliás - a um jogador muito apagado. Rafael Bastos - que alinhou pela direita - estava em dia não, mas logrou marcar o seu segundo golo no mesmo número de jogos efectuados.