
Quiosque Azul.
Evandro Roncatto
"QUERO FAZER HISTÓRIA NO CLUBE COM GOLOS" - Fonte O Jogo.
O avançado brasileiro quer relançar a sua carreira em Portugal e já mostrou atributos nas duas primeiras semanas de trabalho - Fonte O Jogo
Chega ao Belenenses como uma das grandes contratações do clube. Que objectivos se propõe atingir? Ajudar a repetir os feitos passados?
- Temos de tentar fazer o que foi conseguido no ano passado e até um pouco mais. Vamos tentar algo mais, vemos qualidade no nosso grupo, se mantivermos o ritmo de treino e se melhorarmos, podemos ir longe. Quem sabe chegar a um terceiro lugar ou quem sabe até ser campeão. O importante é fazer história num clube, e não sou diferente. Quero atingir esse objectivo com golos, e os meus colegas também o pretendem. No ano passado, terminaram em quinto lugar, e este ano vamos disputar a Taça UEFA e tentar ir mais além, quem sabe disputar uma "Champions League".
Mas, para fazer história no clube, são necessários golos…
- Com certeza. Os golos são consequência do trabalho. Se as coisas forem feitas da forma certa, como o treinador pretende, podemos chegar longe. Já vi que o treinador é bastante inteligente e vou aprender muito com ele. Se assimilar as coisas que ele falar, de certeza que farei muitos golos e poderei entrar na história do Belenenses. Vou fazer de tudo para conseguir realizar um grande Campeonato no Belenenses, ajudar a equipa e marcar golos.
Era considerado uma das grandes esperanças do futebol brasileiro – acha que ainda vai a tempo de se tornar numa certeza?
- Acho que sim. Sou jovem, tenho ainda 21 anos e tenho muito para aprender e crescer no futebol. Espero voltar a brilhar como já brilhei e não parar. Não consegui dar o seguimento à minha carreira, devido a vários motivos relacionados com empresários. São coisas que tenho de esquecer e pensar no Belenenses e na minha história. Tive um começo de carreira muito bom e espero agora mantê-lo. O clube deu-me uma oportunidade e espero conseguir agarrá-la.
Já está há duas semanas em Portugal, as impressões sobre o clube são naturalmente positivas… - Gostei, a primeira impressão foi muito boa – e já se sabe é a que fica. Estou a adaptar-me muito bem e não tenho problema nenhum. Agora é treinar e treinar.
O técnico Jorge Jesus tem-o incentivado muito, e nota-se que está satisfeito consigo. Como se sente perante esse facto?
- Isso é importante, demonstra o que estou a cumprir com tudo o que ele está pedindo. Está orientando, e estou a corresponder. É um treinador muito inteligente e conhece muito de futebol. Estou a aprender muito com ele aqui e espero fazê-lo muito mais.
Já teve a impressão de que Jorge Jesus vive muito o futebol?
- Sim, já tive essa noção. Cheguei agora, mas foram importantes as primeiras palavras dele e a palestra que deu. Vê-se tudo o que ele conhece de futebol.
Como se caracteriza como jogador?
- Gosto de ajudar a equipa no ataque e na defesa. Tenho muita vontade e raça. Não gosto de perder nem no par ou ímpar. Sou rápido e não gosto de ficar muito na área. Gosto de me movimentar, mais solto para driblar. Gosto de partir com a bola visando sempre o golo para finalizar bem. Todos os atacantes vivem de golos e os atacantes, se marcarem, podem conseguir muita coisa na vida. Os golos que fiz ajudaram-me muito. Quero voltar a aparecer como era o Roncatto mais jovem.
E de cabeça? Costuma finalizar bem?
- Tenho muitos golos de cabeça, mas não é a minha especialidade. Quando a bola vem, é preciso desviar para dentro da baliza, não importa como.
Golos são coisa que não falta na sua carreira – aliás, para quem tenha a possibilidade de navegar na internet, procure por Roncatto no YouTube e facilmente constatará esse facto. São para todos os gostos e de todos os feitios. Roncatto sabe disso e reconhece que as expectativas dos belenenses são elevadas em relação a si, mas lá vai dizendo:
- “Espero repetir o que fiz na selecção no Belenenses. No Guarani e no Santo André, tive passagens muito boas. Acho que tenho de pegar nas coisas boas e colocar tudo em prol do Belenenses. Quero superar-me e tornar-me num grande jogador.”
O nome pouco importa, pois o avançado apenas pretende que o seu exemplo não se repita com outros colegas de profissão.
Falou em problemas com empresários. Entende que a acção deles frequentemente afecta muitos jovens com qualidade, principalmente no futebol brasileiro?
- Acho que sim. Existem muitos empresários que pensam muito em dinheiro e não estão preocupados com a carreira do jogador. Quando estava no Guarani, tive propostas de clubes grandes do Brasil, como, por exemplo, do Flamengo, São Paulo, Palmeiras e Atlético Paranaense, e, através de empresários, acabei por ir parar ao Santo André, sem desprimor para o clube, que me ajudou muito. Mas tive muitos problemas.
- Pois… Tive essas propostas, e o meu empresário acabou por não aceitar. Tive propostas muito boas, e, para que as pessoas vejam como os empresários podem atrapalhar muito, no ano passado fiquei cerca de cinco meses sem jogar, e isso prejudicou muito a minha carreira. Depois, ainda fui para o Paysandu, mas, quando lá cheguei, os jogadores estavam com quatro meses de salários em atraso e eu tinha três meses de contrato… Vi logo que não ia receber. Assim foi, estive um mês e joguei um desafio no Estadual. Foi uma caída muito grande na minha carreira. E nem recebi… O meu nome estava lá em cima, e depois o empresário atrapalhou. É preciso ter muito cuidado com empresários. É necessário conhecer bem a pessoa e o seu carácter. Achava que ele era uma coisa, pois até me chamava "filho", e afinal fez o que fez. Resta esquecer…
Desejos, sonhos e outro tipo de vontades, todos as têm – e os jogadores de futebol não fogem à regra. Uns mais realistas, outros nem tanto, mas, se é verdade que o sonho comanda a vida, Roncatto olha para essa “velha” máxima para vislumbrar um objectivo que, afinal de contas, até já teve um início prometedor.
Pois bem, chegar ao Mundial da África do Sul, em 2010, é o seu sonho. Já teve oportunidade, em 2003, de vestir a “malha” canarinha e agora deseja voltar a sentir o peso do amarelo nos seus ombros. Por isso, afirma:
- Quero fazer história em Portugal, ainda não sei de que maneira, mas vou fazê-la. Quem sabe ser vendido para um Real Madrid, um Barcelona, um AC Milan ou um Arsenal, onde estive em 2004. Houve essa possibilidade quando estava no Guarani. Tenho sonhos e desejo alcançá-los. Quem sabe estar, em 2010, no Campeonato do Mundo... Tenho de começar já [sorrisos].
Poucos saberão que Roncatto já foi uma das grandes figuras do futebol brasileiro e que ombreou com grandes figuras mundiais da modalidade, como o espanhol Cesc Fabregas, do Arsenal. Aliás, depois de um grande Campeonato do Mundo de Sub-17, em 2003, em que os dois foram considerados os melhores da prova, ambos rumaram a Londres, mas as suas sortes foram… diferentes.
- "Fomos os dois. Fui para o Arsenal, pois estavam interessados em mim. Fui, tal como o Fabregas. Ele ficou, e, por questões políticas entre o Arsenal e o Guarani, acabei por não ficar… mas a experiência ajudou muito”, esclarece, revelando que o leque de clubes interessados no seu concurso foi vasto. Entre eles, contam-se Flamengo, Palmeiras, São Paulo, Juventus, Ajax, Sporting e até a Académica.
O Belenenses tem vários jogadores de nacionalidade brasileira nos seus quadros, facto enaltecido por Roncatto como uma vantagem para a integração num grupo e num país.
- “Ajuda muito, mas os jogadores portugueses receberam-me muito bem. Disse aos meus pais que, no Brasil, que é a minha terra, nunca fui tão bem recebido como aqui em Portugal e no Belenenses. Nem sei explicar. Fui muito bem acolhido, somos todos amigos. Sinto-me em casa”, revelou.
Falou-se de transferências para outros grandes clubes, mas será que, na cabeça de Roncatto, está a possibilidade de dar o salto para FC Porto, Benfica ou Sporting? O avançado esclarece:
- “Depende de mim. Acho que o Belenenses é muito bom, e terminou em quinto lugar numa competição que é muito nivelada e difícil. Se não é grande, está na luta para ser uma das grandes equipas de Portugal. Se eu fizer um grande Campeonato, podem surgir outros clubes interessados. Tenho um passado bom e, com um grande Campeonato, posso ir mais além…”
JOSÉ PEDRO E CENTRAL EM CIMA DA MESA DA SAD - Fonte O Jogo.
Os primeiros dias da presente semana serão decisivos para a definição completa do plantel azul, nomeadamente em relação à saída ou não de José Pedro e à contratação do tão desejado defesa-central. Efectivamente, se em relação à necessidade de adquirir um defesa para o lugar do brasileiro Nivaldo, não existe qualquer dúvida, no que diz respeito à saída de José Pedro para os italianos da Reggina a situação é bem diferente. A formação transalpina encontra-se no mercado à procura de um jogador com as características do camisola 11 belenense e apresentou uma proposta, à SAD dos azuis do Restelo, na ordem dos dois milhões de euros, porém a relutância de Jesus em perder um dos mais influentes jogadores do plantel e o encaixe financeiro de três milhões de euros obtido com a saída de Nivaldo deixaram maior margem negocial e menor vontade de vender ao clube.
Contudo, no seio da SAD belenense instalou-se um dilema quanto ao futuro do atleta. Além dos factores já mencionados, não é de menosprezar o facto de o atleta ter 29 anos e o valor oferecido pela Reggina, verba essa considerada “simpática”. O impasse negocial já dura há algum tempo. Os problemas de saúde do presidente Cabral Ferreira impediram que houvesse qualquer evolução nessa situação, e o próprio responsável da SAD afirmou, no passado sábado – dia em que abandonou a unidade hospitalar onde foi submetido a uma intervenção cirúrgica –, que não “existe acordo” por José Pedro. Os italianos desesperam e deram como prazo limite os primeiros dias da semana para a concretização ou não da transferência.
Quanto ao defesa-central, o desejo da SAD é que o atleta seja contratado antes da deslocação a Marrocos, sendo que o nome de Kagelmacher continua em cima da mesa, assim como o de alguns atletas brasileiros e de Leste. A preferência, porém, é clara: o mercado sul-americano.
GANHAR EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL… - Fonte O Jogo.
A pré-temporada 2007/08 fica marcada pelo regresso do Belenenses aos confrontos internacionais. Aliás, o principal objectivo é conferir alguma experiência ao plantel, de modo a que este não se ressinta na UEFA. É neste contexto que a participação no Torneio Moulay El Hassan, em Marrocos, e no Teresa Herrera está inserida. Em Casablanca, o Belenenses terá pela frente, dia 27, pelas 19h30, um misto de jogadores do Wac e do Raja de Casablanca, podendo depois defrontar a selecção dos Camarões ou o African Club, da Tunísia, no dia 29, às 17h00 ou 19h30. A comitiva parte dia 26, pelas 16h10, e regressa dia 30, às 13h00 ou 17h00. Em Espanha, na Corunha, o Belenenses vai defrontar o Real Madrid no dia 8 de Agosto, pelas 21h00 locais, e poderá enfrentar, no dia seguinte, às 18h30 ou 21h00 locais, o Deportivo da Corunha ou os italianos da Atalanta. E falta ainda o jogo de apresentação aos associados, que deverá ser contra uma equipa estrangeira.
Questão central
CARLOS JANELA "À PESCA" NO BRASIL - Fonte Record.
O director desportivo do Belenenses, Carlos Janela, continua no Brasil onde tem estabelecido contactos exploratórios com alguns centrais referenciados. Uma vez falhada a hipótese Durval – demasiado caro para os cofres do Restelo –, o dirigente tem sondado outras possíveis soluções para a saída de Nivaldo.
Apesar de Jorge Jesus ter desvalorizado a questão, no balanço do estágio efectuado em Sintra, o certo é que a necessidade de contratar um central é evidente. Isto pese o jovem Gonçalo Brandão estar a exibir-se a bom nível ao lado do indiscutível Rolando, aproveitando o facto de Devic estar lesionado para se ir mostrando ao treinador.
Ao longo dos encontros de preparação já efectuados, Jesus tem ensaiado outras possíveis adaptações para fazer face a eventuais emergências. Os recuos de Ruben Amorim e Gómez foram duas dessas situações, sendo que o panamense se adaptou melhor à posição.






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