
Belenenses 0 : Estoril 1
Não foi certamente a melhor prenda de aniversário para Jorge Jesus.
De facto, no dia em que o timoneiro da nau azul cumpre o seu 51º aniversário, os seus pupilos estiveram muito abaixo das suas possibilidades, tendo mesmo os azuis do Restelo sofrido a primeira derrota da pré-época.
Perante cerca de 700 espectadores que acorreram ao Estádio do Almada, o Belenenses apresentou um 11 que deverá estar muito próximo daquele que disputará o torneio de Casablanca: Marco Gonçalves na baliza, Rolando e Devic no eixo da defesa e Alvim e Cândido nas laterais; Ruben Amorim no meio-campo defensivo, e um trio de centro campistas composto por José Pedro, Silas e Rafael Bastos; as despesas do ataque foram entregues a Roncatto e a Nicolas Muñuz.
Desmontando este 11 inicial num esquema táctico, facilmente encontramos um 4x4x2 disposto no meio-campo em losango.
Para além da evidente fadiga geral de quase todos os jogadores azuis - a disponibilidade física do Estoril foi sempre superior - foi visível alguma confusão táctica, nunca funcionando o "carrocel" posicional do meio-campo. Com José Pedro mais sobre o lado esquerdo, Silas no lado direito e Rafael enquanto playmaker ao centro, o Belenenses foi quase sempre ineficaz a atacar, embora tenha, nos primeiros 45 minutos, defendido quase sempre bem.
Em primeiro lugar, a condição física de Rafael é muito debilitante, sendo visível que o jogador brasileiro não se encontrava em condições de comandar as transições meio-campo/ataque - Rafael esteve sempre pouco presente em campo, não tendo o vigor físico necessário para ir a procura da bola.
Panorama semelhante em relação a José Pedro. O camisola 11 dos azuis encontra-se muito debilitado fisicamente, sendo esta condição agravada com o seu posicionamento táctico no losango azul. José Pedro invariavelmente rende mais ao centro do que à esquerda, posição na qual a sua falta de velocidade se faz mais sentir. Consequentemente, pode-se afirmar que o médio português passou ao lado do jogo.
Quanto a Silas, a sua disponibilidade física é melhor do que a dos seus companheiros do meio-campo, não significando isto um jogo brilhante do número 10 azul. Muito pelo contrário. Apesar da entrega foi quase sempre ineficaz, até mesmo porque se viu obrigado a assumir muitas vezes uma posição mais ao centro.
Na realidade, a constante troca posicional entre Silas e Rafael - e também por vezes entre estes dois e José Pedro - nunca resultou.
A falta de jogo pelas alas foi relativamente bem compensada na direita por Cândido, um dos melhores belenenses nos primeiros 45 minutos. Sempre muito activo quer a defender, quer a atacar, Cândido surge definitivamente enquanto o defesa direito de eleição para Jesus. O seu lugar no campo-meio poderá ser ocupado convenientemente por Rafael? O tempo o dirá. Já Alvim, na lateral oposta, pareceu uma sombra de si mesmo quando se tratou de atacar: o defesa esquerdo brasileiro pouco se aventurou no meio-campo adversário, consequência evidente da sua má forma física actual.
Com todas as fragilidades azuis no campo-meio que acabámos de descrever, não surpreende que Roncatto e Muñuz tenham tido muitas dificuldades em brilhar. Ambos lutaram muito, mas tiveram poucas oportunidades de alvejar a baliza contrária. Ainda assim, o brasileiro deu mais nas vistas, arrancando aqui e ali aplausos da bancada.
Nota de destaque para a titularidade de Devic, parecendo o defesa central se encontrar a caminho da recuperação completa - o sérvio, devido a evidentes precauções por parte da equipa técnica, saiu quando estavam decorridos 30 minutos da 1ª parte, entrando para o seu lugar Gonçalo Brandão.
De resto, são notórios os problemas no eixo da defesa azul, sendo Ruben, na 2ª parte, novamente utilizado no eixo da defesa.
Pouco há a dizer sobre os segundos 45 minutos do encontro. O futebol praticado baixou de qualidade, isto apesar da boa actuação de Fernando.
Dos novos reforços, Gabriel Gomez revelou-se novamente um trinco de combate, isto apesar da sua condição física não ser a melhor. No ataque, Mendonça mostrou-se sempre algo trapalhão, realidade que pode também ser atribuída ao ponta de lança brasileiro João Paulo.
Não obstante a fraca produção azul, o golo do Estoril surgiu quase por acaso: cabeceamento vitorioso na sequência de um dos poucos cantos dos canarinhos. Marco Gonçalves ficou um pouco mal na fotografia, visto ter falhado a intercepção da bola.
O empate esteve perto de acontecer em algumas ocasiões, sobretudo através de João Paulo que, na mesma jogada, enviou duas vezes a bola ao poste direito da baliza canarinha, tendo Ruben desperdiçado uma grande penalidade.
Ainda hoje publicaremos as palavras proferidas por Jorge Jesus após o jogo-treino.
Fotos de Luis Lacerda - blog CFBelenenses.
De facto, no dia em que o timoneiro da nau azul cumpre o seu 51º aniversário, os seus pupilos estiveram muito abaixo das suas possibilidades, tendo mesmo os azuis do Restelo sofrido a primeira derrota da pré-época.
Perante cerca de 700 espectadores que acorreram ao Estádio do Almada, o Belenenses apresentou um 11 que deverá estar muito próximo daquele que disputará o torneio de Casablanca: Marco Gonçalves na baliza, Rolando e Devic no eixo da defesa e Alvim e Cândido nas laterais; Ruben Amorim no meio-campo defensivo, e um trio de centro campistas composto por José Pedro, Silas e Rafael Bastos; as despesas do ataque foram entregues a Roncatto e a Nicolas Muñuz.Desmontando este 11 inicial num esquema táctico, facilmente encontramos um 4x4x2 disposto no meio-campo em losango.
Para além da evidente fadiga geral de quase todos os jogadores azuis - a disponibilidade física do Estoril foi sempre superior - foi visível alguma confusão táctica, nunca funcionando o "carrocel" posicional do meio-campo. Com José Pedro mais sobre o lado esquerdo, Silas no lado direito e Rafael enquanto playmaker ao centro, o Belenenses foi quase sempre ineficaz a atacar, embora tenha, nos primeiros 45 minutos, defendido quase sempre bem.
Em primeiro lugar, a condição física de Rafael é muito debilitante, sendo visível que o jogador brasileiro não se encontrava em condições de comandar as transições meio-campo/ataque - Rafael esteve sempre pouco presente em campo, não tendo o vigor físico necessário para ir a procura da bola.
Panorama semelhante em relação a José Pedro. O camisola 11 dos azuis encontra-se muito debilitado fisicamente, sendo esta condição agravada com o seu posicionamento táctico no losango azul. José Pedro invariavelmente rende mais ao centro do que à esquerda, posição na qual a sua falta de velocidade se faz mais sentir. Consequentemente, pode-se afirmar que o médio português passou ao lado do jogo.
Quanto a Silas, a sua disponibilidade física é melhor do que a dos seus companheiros do meio-campo, não significando isto um jogo brilhante do número 10 azul. Muito pelo contrário. Apesar da entrega foi quase sempre ineficaz, até mesmo porque se viu obrigado a assumir muitas vezes uma posição mais ao centro. Na realidade, a constante troca posicional entre Silas e Rafael - e também por vezes entre estes dois e José Pedro - nunca resultou.
A falta de jogo pelas alas foi relativamente bem compensada na direita por Cândido, um dos melhores belenenses nos primeiros 45 minutos. Sempre muito activo quer a defender, quer a atacar, Cândido surge definitivamente enquanto o defesa direito de eleição para Jesus. O seu lugar no campo-meio poderá ser ocupado convenientemente por Rafael? O tempo o dirá. Já Alvim, na lateral oposta, pareceu uma sombra de si mesmo quando se tratou de atacar: o defesa esquerdo brasileiro pouco se aventurou no meio-campo adversário, consequência evidente da sua má forma física actual.
Com todas as fragilidades azuis no campo-meio que acabámos de descrever, não surpreende que Roncatto e Muñuz tenham tido muitas dificuldades em brilhar. Ambos lutaram muito, mas tiveram poucas oportunidades de alvejar a baliza contrária. Ainda assim, o brasileiro deu mais nas vistas, arrancando aqui e ali aplausos da bancada.
Nota de destaque para a titularidade de Devic, parecendo o defesa central se encontrar a caminho da recuperação completa - o sérvio, devido a evidentes precauções por parte da equipa técnica, saiu quando estavam decorridos 30 minutos da 1ª parte, entrando para o seu lugar Gonçalo Brandão.
De resto, são notórios os problemas no eixo da defesa azul, sendo Ruben, na 2ª parte, novamente utilizado no eixo da defesa.
Pouco há a dizer sobre os segundos 45 minutos do encontro. O futebol praticado baixou de qualidade, isto apesar da boa actuação de Fernando.
Dos novos reforços, Gabriel Gomez revelou-se novamente um trinco de combate, isto apesar da sua condição física não ser a melhor. No ataque, Mendonça mostrou-se sempre algo trapalhão, realidade que pode também ser atribuída ao ponta de lança brasileiro João Paulo. Não obstante a fraca produção azul, o golo do Estoril surgiu quase por acaso: cabeceamento vitorioso na sequência de um dos poucos cantos dos canarinhos. Marco Gonçalves ficou um pouco mal na fotografia, visto ter falhado a intercepção da bola.
O empate esteve perto de acontecer em algumas ocasiões, sobretudo através de João Paulo que, na mesma jogada, enviou duas vezes a bola ao poste direito da baliza canarinha, tendo Ruben desperdiçado uma grande penalidade.
Ainda hoje publicaremos as palavras proferidas por Jorge Jesus após o jogo-treino.
Fotos de Luis Lacerda - blog CFBelenenses.






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