Alívios, Reflexões e Preocupações

Está consumada a saída de Nivaldo. Nos cofres azuis, entra uma verba importante, que vem colmatar o déficit entre as receitas e as despesas.

Financeiramente, é um grande sucesso. Nivaldo transferiu-se para o Belenenses por um verba muitíssimo baixa e, um ano depois, permite-nos um excelente encaixe financeiro. Parabéns a quem os merece!

Algumas preocupações quanto ao equilíbrio financeiro da SAD ficam assim desvanecidas ou, pelo menos, atenuadas.

Não gostamos de ver saír do Belenenses bons jogadores, e Nivaldo é um deles, mas temos que concordar que é necessária a realização destes negócios, lucrativos para as cores azuis.

Pessoalmente, uma grande satisfação: Nivaldo não sai para um clube português. O mesmo, aliás, já acontecera o ano passado com Pelé e Meyong.



(festejos do golo de Nivaldo que nos colocou na meia-final da Taça de Portugal)/strong>em>

Penso que isto confirma a tese que temos sustentado ao longo dos últimos anos: na aldeia global que é o mundo futebolístico de hoje, podemos ignorar olimpicamente os três metralhas, seja quanto à venda de jogadores, seja quanto a empréstimos. As vendas dos três eferidos jogadores, e as vindas de Garcés, Gabriel Gomez, Rafael Bastos ou Roncatto mostram-no à evidência.

Mais, melhor, com pagamentos mais certinhos, é possível obter "lá fora". E escusamos de alimentar, e dar mais pasto aos jornais e televisão para alimentar, qualquer tipo de subserviência aos três eucaliptos, sejam vermelhos, verdes ou brancos com riscas azuladas. NOTA: Subserviência não é apenas quando se vende por um mau preço: vender aos tais três da vira airada é emitir sinais de menoridade. E se tal acontecer, a opinião pública menoriza-nos. É isto o essencial! Pelo contrário, no conceito público, vender para o estrangeiro é prestigiante. Nem tudo num clube é dinheiro! E o prestígio?!


Como quase nunca o que quer que seja é totalmente bom ou totalmente mau, fica, todavia, uma preocupação: Nivaldo foi quase sempre um esteio da nossa defesa. Vai fazer falta. Aliás, pessoalmente, e numa análise provisória (e, reconhecemos, com boa possibilidade de estar errada), parece-nos que o nosso plantel estará mais necessitado "atrás" do que "à frente". O ano passado, saiu o Pelé (jogador útil mas de que sinceramente nunca fomos grandes entusiastas; achamos que a sua venda foi bastante melhor que a do Meyong) e veio o desconhecido Nivaldo. E Nivaldo foi barato, foi bastante melhor que Pelé, e gerou lucros avultados.
Se vier alguém ainda melhor que o Nivaldo... pois, óptimo. Mas já ficávamos satisfeitos com um jogador de nível idêntico.

Além disso, talvez assim seja mais fácil colmatar um dois pontos que consideramos mais fracos (mas que nos abstemos de referir). O resto, que sirva para reequilíbrios financeiros, e para lançar bases mais sólidas para o futuro.

P.S. - Que bom que era se tudo funcionasse com a compra-exibições-venda de Nivaldo... Consta que pode haver boas notícias muito em breve...O sorteio da Liga agradou-nos, a 1ª jornada até foi o que havíamos manifestado desejo...Quando é que a comunicação e imagem arranca?... nunca mais é o sorteio da Taça Uefa...Couceiro soma e segue)