
Resumo Belém até Morrer: Belenenses vs Raja/WAC
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Na realidade, é nos difícil compreender à distância o quão importante é o troféu que partir de agora embelezará ainda mais a riquíssima Sala de Troféus azul. O mundo islâmico - o planeta islâmico se se quiser - é enorme, e o torneio de Casablanca tem repercussões significativas em dezenas de países - de Marrocos à Indonésia - amantes de futebol. Bastou caminhar alguns minutos pela cidade anfitriã da competição -metrópole de mais de 4 milhões de habitantes - para compreender isto mesmo: os marroquinos e os muçulmanos em geral adoram futebol, devoram avidamente transmissões televisivas e produtos relacionados com este desporto (são aos milhares as camisolas de clubes europeus disponíveis nos bazares).
Tal sucedeu também, como seria de esperar, com os jogos do torneio de Casablanca. O próprio Jorge Jesus referiu-se a este facto depois de terminada a final:
Mas o reconhecimento internacional não esgota os méritos da participação azul neste torneio. Tal foi muito importante para os adeptos como já aflorámos, mas também para os próprios jogadores, sobretudo os recém-chegados.
Estes "pormenores físicos" a que Jesus se refere, foram de facto muito visíveis no jogo da final, no qual os jogadores azuis foram incapazes de repetir a excelente exibição com que brindaram o público frente ao misto Raja/W.A.C.
De resto, as dúvidas neste momento quanto ao 11 ideal parecem residir no segundo central que acompanhará Rolando no centro da defesa, na baliza (Marco ou Costinha quando este último estiver recuperado) e no ataque, apesar de Roncatto e Dady quando recuperado serem provavelmente as escolhas de Jesus. Mesmo no que respeita à posição de defesa direito, Cândido Costa parece ser definitivamente o eleito visto a sua adaptação estar a ser muitíssimo bem sucedida.

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