O Belenenses de... Sérgio Costa

Ansiedade paira no estádio do Restelo devido a escassez de informação sobre a preparação e a vinda de novos reforços para a época de futebol 2008/2009 .

Os associados dividem-se: uns acham bem porque o segredo é alma do negócio, já outros não se contentam em não haver informação e dizem mesmo que pelo andar da carruagem estamos entregues os chamados 3 grandes; há até quem vá mais longe e diga que vamos lutar para não descer de divisão.

Pois é meus amigos, o Belenenses tem sido tão mal tratado nestas últimas 2 décadas, por ex dirigentes, treinadores e jogadores que a palavra confiança quase que diria que não existe para as bandas do Restelo o que causa algum desconforto na família belenense que somos todos nos .

A comunicação social continua a jogar no euromilhões pondo dia após dia jogador atrás de jogador no Belenenses, diria até que somos campeões de laterais esquerdos o que nem a selecção os tem.

No que diz respeito á próxima época quanto a mim espero que a passividade que parece estar a haver no seio da equipa técnica e direcção seja só uma manobra para desviar atenções. Estou expectante mas também confiante que dia 7 julho lá teremos os nossos futuros craques para lutar por esses lugares cimeiros da tabela que nos vão levar á UEFA. Eu acredito.

O Belenenses de... Sérgio Costa

Aqui venho eu felicitar as atletas Daniela Inácio, nossa nadadora olímpica de águas abertas e a nossa triatleta Anais Moniz que tanto têm lutado para elevar o nosso belenenses aos mais altos patamares nacionais e internacionais não o deixando cair no esquecimento.

E para mostrar que não é só de história que o belenenses vive como uns e outros dizem por ai aqui está um exemplo de duas atletas do belenenses que têm mostrado trabalho , ardúo com empenho e dedicação com excelentes resultados a nível nacional e internacional .

O que mostra que o nosso belenenses está bem vivo para o desporto e para as mais variedades modalidades por esse mundo a fora, mostrando também trabalho e empenho em fazer grandes homens e mulheres para além de excelentes atletas.

Como diz o nosso hino “hoje como antigamente nada temos que temer”.

Só me resta desejar a melhor sorte do mundo a nossa atleta Daniela Inácio para os jogos olímpicos de Pequim e venha de lá essa medalha.

FORÇA DANIELA.

O Belenenses de... Carlos Faísca

BASQUETEBOL: Belém pode extinguir secção

Se na semana passada fiz a defesa do investimento em futsal, poder-se-á pensar que esta notícia me colocou em desacordo com a presumível intenção da direcção em extinguir o basquetebol profissional. Nada mais errado, aliás há muito que não compreendia o porquê da dispersão de uma verba tão significativa com uma modalidade que:

- Não tem qualquer tradição no desporto português, será das modalidades onde sempre fomos mais fracos;
- Não tem qualquer projecção na sociedade portuguesa, bastando ver que a Final do campeonato entre Porto e Ovarense contou apenas com 130 mil espectadores televisivos numa transmissão em canal aberto, por comparação o jogo entre Belenenses e Freixieiro em futsal contou com mais de 200 mil e o Belenenses – Benfica com cerca de 290 mil;1
- A própria Liga Profissional que este ano parece que finalmente se vai extinguir, atingiu o ano passado o ridículo de possuir tantos clubes quantos aqueles que iriam disputar o play-off final;
- O último título de peso do Belenenses foi a conquista da Taça de Portugal na já longínqua época de 1958/59;
- As assistência na bancada em jogos de basquetebol são sempre reduzidas;

Por todos estes motivos esta modalidade está longe da política escolhida pela direcção para as diferentes modalidades que relembro: “(…) as modalidades amadoras (…) uma mais valia para o Clube em termos de imagem, de valorização da marca “Belenenses”, de títulos conquistados, de formação de atletas portadores de uma filosofia e mística do Clube, funcionando, deste modo, como uma referência para os mais jovens.”

Assim os 150 mil euros que este modalidade pelos vistos pede ao clube são muito melhor dispendidos no reforço do Andebol ou do Futsal, aumentando as probabilidades de nessas 2 modalidades atingirmos desempenhos desportivos ainda mais relevantes.

Eu pessoalmente prefiro ter menos modalidades mas realmente competitivas, em vez de muitas que às vezes parecem só servir “para encher chouriço”, e vocês?

P.S. – Se a modalidade conseguir ser auto-suficiente evidentemente que nada tenho a opor, até gosto bastante da modalidade em si, desde que quando era bem miúdo vi imensos jogos nas saudosas tardes desportivas da Rtp 2 (antes da era sport tv), mas já nessa altura raras o que me chamava à atenção era o Larry Bird e os Bóston Celtics e não qualquer jogo do campeonato nacional.

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Entrevista BAM: Pedro Cary

Pedro Cary encarna o espírito que tanto sucesso tem granjeado ao futsal belenense na presente época. Humildade, talento, entrega incondicional e vontade de vencer: São estes os predicados de Pedro Cary e do Belenenses, a chave do seu merecido sucesso.

Tal como o Belenenses Futsal, Pedro Cary também desafiou a lógica, tendo o seu percurso laivos de história de sonho. Jogando na II divisão portuguesa foi à aventura para terras espanholas, e dizemos aventura porque foi alinhar num clube da III divisão. O resto, como se costuma dizer, já faz parte da História, e Pedro Cary é “ídolo” no Restelo e internacional português. Em vésperas do jogo 1 das meias-finais dos playoff´s no qual o Belenenses enfrentará o Freixieiro, o Belém até Morrer esteve à conversa com Pedro Cary e antecipou o importante embate.

Belém até Morrer: Antes de abordarmos o futuro, a pergunta inevitável. Como foi estar sem competir durante um mês e perder o 1º lugar da fase regular na secretaria?

Pedro Cary: Estar sem competir é uma sensação estranha, do qual espero nunca mais voltar a sentir. Foram 30 dias algo complicados, pois vi-me privado de fazer algo que tanto gosto. No entanto, graças a toda a equipa do Belenenses, e a todo o apoio demonstrado por todos os simpatizantes e adeptos deste clube, tornou-se tudo muito mais fácil. Desde já agradeço a todos aqueles que me ajudaram neste momento menos positivo da minha curta carreira.

BAM: Em recente entrevista o Nuno Lopes foi muito critico em relação a Federação Portuguesa de Futebol e às arbitragens. Como é que os jogadores dentro das 4 linhas vivem essa questão? É revoltante saber que o "sistema" muitas vezes ultrapassa a verdade desportiva e que todo o esforço dos atletas durante a semana e depois nos jogos pode ser "em vão"?

Pedro Cary: O nosso papel é trabalhar mais e melhor para que dentro do campo consigamos contornar todas as adversidades. Sempre irá haver arbitragens menos positivas, pois errar é humano. Se o sistema muitas das vezes ultrapassa a verdade desportiva? Nós, como jogadores somos, acreditamos sempre que as pessoas fazem o melhor em prol desta modalidade.

BAM: O Belenenses, ao qualificar-se para as meias-finais do playoff, já alcançou a sua melhor classificação de sempre. Todavia, as expectativas foram sendo, no decorrer da época, colocadas muito altas. Como é que os jogadores lidam com a pressão de serem "obrigados" a atingir a final?

Pedro Cary: A única pressão que temos neste momento é dar o máximo pelo nosso clube. É mostrar dentro das quatros linhas o nosso valor, com toda a dedicação, entrega e empenho que sempre nos foi característico desde do primeiro treino desta época. Não somos obrigados a atingir a final, até porque do outro lado esta igualmente uma equipa como muito valor, e que irá fazer de tudo para atingir o mesmo objectivo que nós. Agora, sabemos que há responsabilidades, é bom sinal, sinal que temos valor.

BAM: Alguns analistas consideram que o Belenenses teve uma quebra de forma no final da fase regular, nomeadamente em termos físicos. Como está a equipa neste momento a nível físico e psicológico?

Pedro Cary: A equipa neste momento encontra-se no melhor momento de toda a época. Confiante do valor que tem, ciente das dificuldades que irá encontrar já este domingo. Este é o momento que todos ambicionam, o momento de todas as decisões, que ninguém quer perder.

BAM: Depois do Instituto D. João V, o Freixieiro é o próximo obstáculo. Depois de uma vitória azul tangencial no Restelo e de um polémico empate no Choradinho, Belenenses e Freixieiro parecem ser duas equipas de valor muito semelhante, não obstante o emblema de Matosinhos ser menos consistente fora de sua casa. Pensa que o primeiro jogo será decisivo? O facto de um possível desempate ser no Restelo minimiza o resultado de Domingo, no jogo 1?

Pedro Cary: O facto do desempate ser no Restelo não irá certamente minimizar o resultado deste domingo. O 1º jogo é neste momento o mais importante, é aquele que queremos desde já vencer. O Freixieiro é uma equipa bastante forte. Já os defrontámos duas vezes esta época onde o equilíbrio foi uma constante. O jogo pode pender para ambos lados, esperemos e vamos trabalhar para que sejamos nós a vence-lo. Os jogos do campeonato deram-nos uma imagem do que pode valer o Freixieiro, porém o jogo nesta fase dos playoffs será certamente diferente, com outras cautelas.

BAM: Será importante para equipa vislumbrar muitos belenenses na bancada ao entrar no difícil pavilhão do Choradinho? Poderá este ser o tal "pormenor" que muitas vezes ajuda a resolver jogos muito equilibrados?

Pedro Cary: É claramente importante contar com o apoio dos nossos adeptos nesse jogo. Tem sido uma tónica o apoio de todos eles quer nos jogos fora quer em casa. Espero que muitos se desloquem ao Choradinho para mais uma vez nos ajudar a alcançar o nosso principal objectivo, a vitória.

O Belenenses de... Carlos Faísca

Futsal uma aposta ganha e com futuro!

Não é apenas pelo excelente trabalho que toda a secção de futsal (que se estende muito para além dos jogadores e técnicos) tem realizado ao longo da época que faço esta afirmação ou do número significativo de adeptos que tem acompanhado a equipa (embora ultimamente esse número tenha ficado um pouco aquém das minhas expectativas) que faço esta afirmação.

É da conjugação desses dois factores com a essência da modalidade em si e da sua projecção na sociedade portuguesa. O futsal é provavelmente a segunda modalidade colectiva de pavilhão que mais impacto tem no mundo desportivo português (e senão o é, em breve o será), pelo que, a recente aposta numa equipa competitiva e a sua manutenção no futuro, é uma mais valia para o clube, em termos de prestígio do seu nome (ou se quiserem da sua marca) e consequentemente na captação de novos adeptos (embora aqui esse potencial seja sempre bastante menor daquele que possui o futebol).

Quanto a mim isso resulta de vários factores, entre os quais:

- Do facto de se tratar de uma adaptação do desporto-rei (futebol);

- Do facto de ser a modalidade que a grande maioria de crianças e jovens pratica como actividade desportiva de lazer (falo por mim e da grande maioria das pessoas que conheço), tornando-a assim num alvo preferencial da atenção destes quer como adeptos e espectadores, quer como praticantes;

- Do facto de existir um campeonato com os maiores clubes desportivos portugueses e deste ser transmitido por via televisiva, e daí retirar um maior peso nos restantes meios de comunicação social.

Assim quando Fernando Sequeira inclui no seu programa eleitoral (e bem!) a intenção de tornar “ (…) as modalidades amadoras (…) uma mais valia para o Clube em termos de imagem, de valorização da marca “Belenenses”, de títulos conquistados, de formação de atletas portadores de uma filosofia e mística do Clube, funcionando, deste modo, como uma referência para os mais jovens.” Esta descrição corresponde na perfeição aquilo que o futsal azul se tornou. Parece-me então certo que esta modalidade, recente na (quase) nonagenária história do clube, conquistou por mérito próprio o seu espaço no seio do clube e que hoje é das mais imprescindíveis do vasto leque que o Belenenses dispõe. Espero então que a anuncia passagem desta modalidade “ (…) para a sua auto-suficiência ao nível económico e financeiro, assumindo o Clube unicamente as despesas com os custos indirectos”, o obedeça a um plano progressivo que nunca ponha em causa a sua competitividade, até porque quanto a mim, e o presidente parece partilhar da mesma opinião, não vale a pena ter modalidades amadoras onde não se lute cronicamente por uma disputa real de títulos.

Resta-me assim então esperar por mais vitórias dos conquistadores de preferência rumo ao título, com o pavilhão cheio, e que essas vitórias para além de enriquecerem o longo historial do clube, sirvam sobretudo para o seu engrandecimento no futuro.